segunda-feira, 21 de maio de 2012

Carrinhos

Bem, eu sempre achei que carrinho de supermercado é a cara da pessoa. Você olha um e já sabe mais ou menos como vive aquela pessoa. Pelo que compra e come.  Carrinhos revelam coisas. E pessoas. Assim como o saco de lixo.  Tudo é mais palpável e visível. Sem muitos mistérios. A única incógnita é a pessoa que empurra o carrinho. Daí dá-se uma "blitz" no visual: jeans, tênis ou saia de boa moça? O semblante está leve ou tenso? Pelo ritmo do andar também sabemos o estado civil. Rapidamente?É solteira. Mulher solteira tem pressa  e sabe muito bem onde estão as cinco, seis coisas que vai comprar. E não vê a hora de pagar e ir embora, ver seu filme ou entrar na internet. A mulher casada é lenta,  compassada e pesquisa o preço, demora mais para o dinheiro render. São detalhes do cotidiano. Passe a observar, porque com certeza você está sendo observada.No mínimo,pelas mulheres casadas que morrem de inveja da sua compra despreocupada e individual. Elas adorariam estar no seu lugar. Outra coisa:  enumere os itens da sua vidinha boa e solitária e agradeça a Deus por ter um amor a cada seis meses.  Porque amar dá trabalho e gasto, além de privar você de muitas diversões. Amar também atrapalha a sua vida pessoal : "não gosto que corte o cabelo assim" " onde você estava que não ligou para mim? " ai, eu não gosto desse vinho" , " só tomo  cerveja".

 Ai,credo, lembra dessas coisinhas chatas que você engolia por amor à arte?
E você ainda reclama? 
A solidão é a oportunidade para   investir  na sua vida, porque,olhe, a fila anda.

Um comentário:

cabecaliberta disse...

Eu preciso causar! Adorei a parte que me cabe: 'não gosto que corte o cabelo assim'. Foi prá mim? ha,ha,ha
Mas, às vezes a gente se equivoca. Eu adoro pesquisar preços. Se estiver de bom humor, fico mesmo uma eternidade dentro de um supermercado. Ainda mais se for um Pão de Açúcar. Adoro ver os pacotes de massa, os vidros de molho de tomate italiano, os vinhos. Mas, não compro nada!kkk... Às vezes é melhor cobiçar.
Sim, a solidão ó oportuna. Mas, às vezes, importuna. Às vezes...