sábado, 10 de março de 2012

Noturno




Meus dedos tocam essas teclas mas queriam tocar seus poros e salivação.   
Os meus braços vão e vem nesse movimento  da escrita que age como desejo que escorre no som consecutivo do teclado ( parecido com gotas pingando) .  
Preciso ouvir alguma coisa mais forte que   me ordene como todas as mulheres foram ordenadas a amar sem reservas e sem limites. Porque eu  desaprendi.  A solidão me fez dona de uma liberdade voraz, que me engole e me deixa faminta .  
Outras vezes a mesma liberdade vem louca e feliz tocando uma musica  que eu danço para mim. Eu preciso da sua ousadia me dizendo coisas indecentes . Eu preciso estalar um chicote e sentir que é agora.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A isensata

Uma
Outra
paixão lesa
E
descabela
Pesa 
sobre
aquela mulher
que
sequer sabe o que é amor
Chorando
noites seguidas
Despedidas
que os  braços deram
Porque eram amores
intensos
soluços
em  lenços.


Neusa Doretto


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Crime Passional


Amarraram o amor numa tábua
E mataram à paulada a noite estrelada
E a felicidade morria sem dizer nada.
Depois
ainda rasgaram todo o corpo do sonho.
Foi um crime.
Um crime medonho.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Carregada

















Para-choque de caminhão
a minha poesia pega a estrada
na rabeira
inteira
de
um coração

Na mão

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dream



Enchi a boca dágua
mastiguei o nada
prazerosamente
ao dente.
Pensei
que a ilusão era   aquilo
purê maciço


movediço
escasso


Desperdício