Na paz da minha rua , sem hinos ou louvores exagerados da igreja vizinha , na paz do silêncio porque os homens se calam e não bebem mais no bar da esquina.
Envelheceram ou morreram.
Nessa finitude da existência , a delicada membrana da vida treme na respiração das minhas cachorras.
Tudo isso me comove e me protege , sem barras de ferro.
Neusa Doretto
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